Exposição 
Alfabeto Maldito
Até 25 de agosto — 2019

Joélson Bugila e Jorge Menna Barreto se voltam ao universo vegetal partindo primeiramente de um interesse pelas  “ervas daninhas” — les mauvaises herbes: as “ervas malditas” — para compor uma espécie de “alfabeto” indecifrável que não se faz de letras; isto é, um “alfabeto” que esgarce os limites entre a letra que representa o fonema, entre o significado que representa significante, e nos coloque diante da exigência de confrontar outras possibilidades de sentido aquém ou além do humano. Os artistas contam com a colaboração do produtor e pesquisador Jorge Ferreira e do fotógrafo Rafael Guedes — com os quais passaram por um processo de imersão em campo, no sítio agroflorestal São José, em Paraty. É a partir dessa experiência imersiva, combinada a processos artísticos, que este alfabeto sui generis ganha corpo, materializando-se em uma instalação que convida o visitante a uma experiência outra de “[i]legibilidade”: aquela que se arvora em signos que, embora visíveis como letras, não se reduzem à representação de um fonema mas, antes, aponta para o que há de inapreensível, impronunciável e secreto na comunicação das plantas. A exposição conta com curadoria de Maykson Cardoso.

SESC Paraty  | Unidade Santa Rita
Rua Dona Geralda 15, Centro Histórico
Paraty | Rio de Janeiro



joelsonbugila@gmail.com